Textura dos alimentos pode dificultar alimentação: como evitar o problema

Profissional explica como é possível ajudar as crianças a superarem o medo de uma textura desconhecida na hora de se alimentar

Por Ana Paula Ferreira 19 jan 2024, 10h00 | Atualizado em 21 out 2024, 17h42
Profissional ensina como introduzir alimentos de texturas diferentes à rotina das crianças
Profissional ensina como introduzir alimentos de texturas diferentes à rotina das crianças (gpointstudio/Freepik)
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As descobertas alimentares na infância podem despertar certas recusas, uma vez que algumas crianças são bastante seletivas diante de novos alimentos. Como resultado, os pequenos podem desenvolver a chamada seletividade alimentar, ou seja, a recusa de determinadas comidas.

“Algumas crianças são mais sensíveis a texturas, aromas e sabores dos alimentos. Isso pode levar à rejeição de certos alimentos devido à sua aparência, textura ou cheiro”, explica a fonoaudióloga Carla Deliberato, especialista em motricidade oral com experiência em casos de recusa e seletividade alimentar.

Como evitar problemas com a textura dos alimentos?

A profissional explica que, durante o desenvolvimento do paladar da criança, é muito importante que ela conheça, experimente e consuma com frequência alimentos saudáveis.

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“Esses, no entanto, são os que mais podem apresentar texturas estranhas, como as frutas e legumes, que são gelados e frios. Introduzir tais alimentos nas crianças não é tarefa fácil, mas os pais não podem desistir”, ela aconselha, ressaltando a importância de insistir na ingestão de comidas saudáveis, mesmo que elas possuam texturas e sabores que fujam da zona de conforto dos pequenos.

Para facilitar esse processo, Carla sugere alguns meios a serem utilizados pelos responsáveis.

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“Aproximem alimentos com características parecidas não aceitos ainda pela criança com alimentos já aceitos por ela. Por exemplo, se ela adora chips de batata, você pode aproximá-la de um outro tubérculo em forma de chips (inhame, mandioquinha ou batata doce chips). Assim vai ficar mais fácil tentar introduzir aquilo na sua rotina alimentar”, diz a especialista.

Ela ainda aconselha o uso de elementos lúdicos na hora da refeição, assim a criança pode se sentir mais estimulada.

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“Tornar o ambiente da refeição divertido pode contagiar os pequenos e incentivá-los a ‘entrar na dança’. Uma dica é deixar ele te ajudar a preparar o alimento e servir tudo em utensílios de personagens diferentes que ele goste”, aconselha.

Por fim, a especialista afirma que é importante que o pequeno tenha atenção e tranquilidade no momento de se alimentar. “Para que o momento da refeição seja ainda mais agradável, é importante que ele seja livre de distrações, rigidez e brigas”, conclui Carla.

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